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LINHA DE CONDUTORES ELÉTRICOS

Cabo de Cobre Nu:
aplicações, bitolas e especificações

O cabo de cobre nu é amplamente utilizado em sistemas de aterramento, SPDA, subestações e instalações industriais, sendo especificado em projetos que exigem alta condutividade elétrica, confiabilidade e desempenho técnico. Encontre aqui uma visão completa sobre aplicações, bitolas e tipos de têmpera.

Imagem do Cabo de Cobre - fabricação Santa Luiza

ISO 9001:2018
Sistema de Gestão da Qualidade auditado anualmente

 

NAVEGAÇÃO

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DEFINIÇÃO

O que é cabo de cobre nu?

O cabo de cobre nu é um condutor elétrico formado por fios de cobre eletrolítico encordoados concentricamente, sem nenhuma camada de isolamento ou revestimento externo. Por não ter isolação, é indicado para instalações onde o contato com o solo, estruturas metálicas ou o ambiente é seguro e necessário, como aterramentos, malhas de proteção e redes aéreas.

A matéria-prima utilizada na fabricação é o vergalhão de cobre eletrolítico de 8 mm, processado por trefilação em múltiplos passes até atingir o diâmetro do fio desejado. O processo de recozimento (tratamento térmico) determina a têmpera final do cabo: mole, meio-duro ou duro; cada uma com características mecânicas específicas para diferentes aplicações.

Por que cobre e não alumínio?

O cobre apresenta condutividade elétrica 60% superior ao alumínio (58 MS/m contra 36 MS/m), resistência à corrosão comprovada em ambientes agressivos, maior resistência mecânica por seção equivalente e vida útil superior em instalações subterrâneas e atmosferas salinas. Para sistemas de aterramento e SPDA, a NBR 5419 especifica o cobre como material de referência.

TIPOS DE APLICAÇÃO

Aplicações do cabo de cobre nu por setor

A têmpera define a dureza, flexibilidade e resistência mecânica do cabo. A escolha incorreta compromete a instalação e pode gerar não-conformidade com as normas técnicas.

Sistema de Aterramento Elétrico

O cabo de cobre nu é o condutor padrão para aterramento em instalações residenciais, comerciais e industriais. A NBR 5410 (instalações elétricas de baixa tensão), recomenda o critério abaixo: Cabo de cobre nu diretamente enterrado no solo (sem duto protetor), seção 50 mm², para proteção contra corrosão. A Santa Luiza fornece o cabo com identificação de bitola e classe impressa na etiqueta, facilitando a rastreabilidade da instalação.

Linhas Aéreas de Distribuição e Transmissão

O cabo de cobre nu em têmpera meio-duro e duro é utilizado em redes de distribuição aérea de energia elétrica de concessionárias, cooperativas e redes industriais. Características que tornam o cobre nu preferido em linhas aéreas: resistência à tração superior: até 390 N/mm² (TD) contra 160 N/mm² (TM); resistência à fadiga em vãos com vibração eólica; menor perda por efeito Joule comparado ao alumínio em seções equivalentes; vida útil superior a 40 anos em ambiente urbano. Seções mais usadas em linhas aéreas de distribuição: 16, 25, 35, 50 e 70 mm².

Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas

A NBR 5419:2015 (revisada com emenda de 2024) define os requisitos mínimos de seção para condutores de cobre nu. 1. Para configuração aérea, seção mínima de captação e descidas seção 35 mm2 tempera meio duro ou têmpera mole a depender do local da instalação. 2. Para condutores em contato direto com o solo, seção mínima seção 50 mm2 com 7 ou 19 fios tempera meio duro ou mole. Atenção: a NBR 5419 não admite alumínio em componentes enterrados de SPDA. O cabo de cobre nu é o único material previsto na norma para eletrodos de aterramento em contato com solo.

Subestações de energia média e alta tensão.

Em subestações, o cabo de cobre nu em têmpera mole 7 e 19 fios, têmpera duro (TD) e meio duro (TMD)nas classes 2A e 3A é aplicado em: malhas de aterramento, barramentos flexíveis, interligação de equipamentos de alta tensão, ligações de transformadores e chaves seccionadoras, e conexões em cubículos de medição. Seções mais utilizadas em subestações: 35 mm², 50 mm², 70 mm², 95 mm² e 120 mm².

 

TIPOS DE TÊMPERA

Tipos de têmpera, qual escolher?

A têmpera define a dureza, flexibilidade e resistência mecânica do cabo. A escolha incorreta compromete a instalação e pode gerar não-conformidade com as normas técnicas.

Têmpera Mole (TM)
Norma: NBR 5349
Classe 2A

Oferece máxima flexibilidade e condutividade 100% IACS). Indicada para aterramento em malha subterrânea (enterrada no solo), instalações internas com curvas frequentes, ligações de quadros elétricos a hastes de terra, aplicações que exigem dobramento no campo.

Têmpera Meio-Duro (TMD)
Norma: NBR 5111 e 6524
Classes: 1A, 2A e 3A

Equilíbrio entre flexibilidade e rigidez mecânica. Indicada para: linhas aéreas de baixa tensão, aterramentos aéreos e descidas de SPDA, cabos mensageiros e instalações em dutos.

Têmpera Duro (TD)
Norma: NBR 5111 e 6524
Classes: 1A, 2A e 3A

Máxima resistência mecânica, menor flexibilidade. Indicada para: linhas de transmissão aérea de média e alta tensão, barramentos de subestações, cabos auto-sustentados em vãos longos.

NORMAS ABNT

Tabela de referência técnica

Use esta tabela como referência inicial para identificar a bitola e verificar as características gerais do condutor. Cada bitola possui uma página específica com detalhes de construção, normas aplicáveis e aplicações recomendadas. Para especificações completas ou confirmação de disponibilidade, consulte nossa equipe.

Condutores de cobre nu para linhas aéreas e sistemas de aterramento

1. Condutor Sólido, Classe 1A
Seção (mm²) Resist. 20°C (Ω/km) Têmpera
4 4,61 Meio-Dura / Dura
6 3,08 Meio-Dura / Dura
10 1,83 Meio-Dura / Dura
16 1,15 Meio-Dura / Dura
25 0,727 Meio-Dura / Dura
35 0,524 Meio-Dura
2. Condutor Encordoado, Classe 2A · Têmperas Meio-Dura e Dura
Seção (mm²) Nº fios Resist. 20°C (Ω/km)
10 7 1,83
16 7 1,15
25 7 0,727
35 7 0,524
50 7 0,387
70 19 0,268
95 19 0,193
120 19 0,153
150 19 0,124
185 37 0,0992
240 37 0,0754
300 37 0,0601
400 61 0,0470
500 61 0,0366
3. Condutor Encordoado — Classe 3A · Seções 70 a 500 mm²
Seção (mm²) Nº fios Resist. 20°C (Ω/km)
70 19 0,268
95 19 0,193
120 37 0,153
150 37 0,124
185 37 0,0992
240 61 0,0754
300 61 0,0601
400 61 0,0470
500 61 0,0366

Cabos nus de cobre mole para fins elétricos e sistemas de aterramento

1. Condutor Encordoado — Classe 2 (cabo não compactado · 1,5 a 500 mm²)
Seção (mm²) Nº fios Resist. 20°C (Ω/km)
1,5 7 12,10
2,5 7 7,41
4 7 4,61
6 7 3,08
10 7 1,83
16 7 1,15
25 7 0,727
35 7 0,524
50 7 0,387
70 19 0,268
95 19 0,193
120 19 0,153
150 19 0,124
185 37 0,0992
240 37 0,0754
300 37 0,0601
400 61 0,0470
500 61 0,0366
2. Condutores Encordoados — Classes 4, 5 e 6
Seção (mm²) Resist. 20°C (Ω/km) Classe 4 e 5 Classe 6
1,5 12,10
2,5 7,41
4 4,61
6 3,08
10 1,83
16 1,15
25 0,727
35 0,524
50 0,387
70 0,268
95 0,193
120 0,153
150 0,124
185 0,099
240 0,0754
300 0,0601
400 0,0470
500 0,0366

Todos os valores seguem as normas ABNT NBR 5111, NBR 5349 e NBR 6524. 

Bitolas e classes fora desta tabela sob consulta.

DÚVIDAS

Dúvidas frequentes sobre cabo de cobre nu

O nosso conteúdo é revisado por nosso engenheiro elétrico, para garantir confiabilidade e segurança da informação que providenciamos.

Para que serve o cabo de cobre nu?

É utilizado em aterramento elétrico, SPDA, subestações e instalações industriais — aplicações em que a ausência de isolação é intencional e o contato com solo ou estruturas metálicas é parte do funcionamento do sistema.

A NBR 5410 define que o condutor de aterramento depende do tipo de instalação sem ou com proteção mecânica e sua função, as seções serão de 16 mm2 com proteção mecânica e 50 mm2 sem proteção mecânica.

Para instalação fora do solo, será como condutor de cobre isolado de proteção (PE)na cor verde ou verde/amarelo.

Não. A NBR 5419:2015 proíbe expressamente o uso de alumínio em componentes enterrados de SPDA. O alumínio sofre corrosão acelerada no solo e em contato com concreto, perdendo seção ao longo do tempo e comprometendo a funcionalidade do sistema. O cobre nu é o único material aceito pela norma para eletrodos de aterramento em contato direto com solo ou concreto

Quando corretamente dimensionado e instalado conforme a NBR 5419 e NBR 5410, o cabo de cobre nu em eletrodo de aterramento tem vida útil superior a 40 anos. O cobre forma uma camada de pátina (óxido) que protege o material contra corrosão progressiva. Esse comportamento contrasta com o alumínio, que se degrada continuamente em ambiente úmido. Revisões periódicas de resistência de aterramento (a cada 2 anos, conforme NR-10) são recomendadas independentemente do material.

O cabo de cobre nu é produzido com fios encordoados concentricamente em formações normalizadas pelas NBRs. O termo cordoalha pode designar variações construtivas ou aplicações específicas. A escolha correta depende do projeto — nossa equipe pode orientar a especificação.

A classificação define o número e o diâmetro dos fios que compõem o cabo. Classe 2A tem entre 7 e 19 fios, dependendo da bitola — é o padrão para aterramento e SPDA. Classe 3A tem maior número de fios de diâmetro menor, resultando em cabo mais flexível. A classe 3A é usada quando a instalação exige dobramento frequente ou conexão em terminais de equipamentos com espaço reduzido. Eletricamente, ambas têm a mesma condutividade para a mesma seção.

Sim. O cabo de cobre nu é o condutor de escolha para eletrodos de aterramento enterrados, exatamente porque o cobre tem alta resistência à corrosão no solo. A NBR 5419 permite o enterramento direto sem proteção adicional para solos com pH entre 5 e 9. Em solos ácidos (pH abaixo de 5), corrosivos ou com presença de sulfetos, recomenda-se avaliação técnica da resistividade e composição química antes de definir a seção e o tipo de proteção.

A tabela 58 da NBR  5410, define os critérios para a seleção da seção minima do condutor de proteção (fio terra) baseado na Seção dos condutores de fase da instalação elétrica. Esta tabela é valida quando o condutor de proteção for constituído do mesmo metal que os condutores de fase. Seção Minima do Condutor de Proteção (Tabela 58) . Seção dos condutores de fase S (mm2). Seção minima do condutor de protecao correspondente (mm2) S=< 16S (mesma bitola da fase) 16 < S <= 3516S > 35S / 2 (metade da bitola da fase).

Seguindo uma visão industrial:

  • Têmpera Mole: aterramento enterrado, malhas em solo
    • Cabos enterrados em malha de aterramento
    • Conexões entre hastes de aterramento no solo
    • Situações em que o cabo precisa se adaptar ao traçado irregular do terreno
    • A maleabilidade facilita a instalação em valas e a conexão via solda exotérmica
  • Têmpera Meio Dura: redes aéreas, SPDA, descidas expostas
    • Redes aéreas de distribuição e transmissão
    • Cabos de descida de SPDA expostos na fachada
    • Barramentos expostos e cabos sujeitos a tração mecânica
    • Ambientes industriais com vibração (indústria pesada, energia, mineração)
    • A rigidez mantém o traçado sem flambagem e resiste à tração

Os cabos de cobre nu são classificados em três tipos de têmpera, que afetam sua flexibilidade e resistência mecânica:

  1. Têmpera mole: a mais flexível, ideal para aplicações que exigem muitas curvas our movimentação frequente do condutor, como instalações internas.
  2. Têmpera meia dura: oferece um equilíbrio entre flexibilidade e resistencia mecânica sendo mais rígida que a mole.
  3. Têmpera dura: a mais rígida e robusta, ideal para aplicações que demandam alta resistencia mecânica, durabilidade e menor flexibilidade, como em instalações aéreas e aterramento.

A falta de uma conexão correta e aterramento adequado pode causar sérios danos, como superaquecimento e risco de incêndio nos cabos.

Para evitar isso, conte sempre com materiais de qualidade e profissionais especializados. 

O cobre tem condutividade 60% superior ao alumínio e resiste muito melhor à corrosão em solo. A NBR 5419:2015 proíbe o alumínio em eletrodos enterrados de SPDA. Para aterramento subterrâneo, o cobre nu é o único material admitido pela norma.

NBR 5349: Cabos nus de cobre mole para fins elétricos

NBR 5410: Instalações elétricas de baixa tensão

NBR 5419: Proteção de estruturas contra descargas atmosféricas (SPDA) e Subestações

NBR 6524: Fios e cabos de cobre duro e meio duro com ou sem cobertura protetora para instalações aéreas

Para maiores detalhes, veja o nosso conteúdo sobre normas de cabo de cobre nú.

A Santa Luiza fabrica cabo de cobre nu em São Paulo há mais de 20 anos, com certificação ISO 9001:2018. Atendemos distribuidores, construtoras, indústrias e instaladores com entrega para todo o Brasil. Solicite cotação pelo formulário ou ligue: (11) 5035-1800.

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